Roteamento físico
O roteamento físico (ou roteamento implícito) no thrust leva em consideração a hierarquia de pastas existente para chegar até o módulo no qual se encontra o endpoint que se deseja acessar.
Por exemplo, se você executou o comando:
>> thrust init
Então um projeto web-ready foi criado e, com ele, uma pasta chamada app também foi criada na raíz do projeto.
Note que dentro da pasta app existe um arquivo chamado test.js, que por sua vez, possui a função hello como propriedade do objeto exports, conforme ilustra a imagem a seguir.

Essa organização física dos arquivos e diretórios permite que o bitcode de roteamento padrão do thrust automaticamente entenda que o arquivo test.js é um módulo (chamado test) e que a função hello é um endpoint, que a princípio, responde à qualquer verbo http (POST, GET, PUT, DELETE, etc.).
Imagine agora que desejamos responder à seguinte URI: /produtos/all.
Veja como é simples: basta criar um arquivo chamado produtos.js no mesmo diretório que se encontra o arquivo startup.js e preencher produtos.js com o conteúdo a seguir:

Ao salvar o arquivo, já será possível acessar a URL http://localhost:8778/produtos/all através do seu navegador e visualizar o retorno da requisição. Note que, apesar de existir uma função chamada getAll, o que é disponibilizado como endpoint é a chave do objeto exports, que por sua vez é all, apontando para a função getAll.
Note ainda que um novo endpoint foi criado e não foi necessário "reiniciar o thrust", bastando salvar o arquivo para que tanto o novo módulo quanto seu endpoint estivessem disponíveis. Essa é uma das várias vatangens da plataforma thrust: elevar a produtividade, permitindo que você obtenha resultados eficientes de maneira simples e rápida.
Imagine agora que seu projeto, após um certo tempo de desenvolvimento, possua uma organização física de arquivos e diretórios parecida com:
|--- startup.js
|+-- app
| +-- estoque
| +-- produtos
| +-- comestiveis
| --- pereciveis.js
|--- brief.json
|--- config.json
Considere que o arquivo pereciveis.js representa um módulo com alguns endpoints, entre eles, um chamado getProdutosPereceiveis. Naturalmente, o bitcode de roteamento oficial do thrust permite que a URI /app/estoque/produtos/comestiveis/pereciveis/getProdutosPereciveis seja invocada.
Note que a partir desse ponto, as URIs começam a ficar muito grandes, tornando-se um incômodo.
Veja a seguir como trabalhar com o roteamento virtual no thrust, mapeando rotas virtuais e definindo as URIs conforme sua necessidade.